Sinto-me um sujeito-objecto animado por forças que me fazem percorrer as sendas de um mundo num movimento uniformemente acelerado. Procuro agarrar o tempo, mas este dissolve-se por entre os dedos das mãos. A sucessão de noites e dias prossegue o seu ritmo alucinantemente viciante. Concedo-me breves momentos de uma espécie de pausa na qual o toque indelével do vento que define o movimento mais puro das folhas recentra o meu centro de gravidade mais primacial.
RAM