buganvílias espraiam-se pelas paredes da casa
que alberga a tua existência
invocando recordações
do ar impregnado pelo
suave e doce eflúvio que
exalava do teu corpo quando
o ar que invejosamente te acariciava o cabelo
aflorou o segundo dos sentidos com que te percepcionei
cruzamo-nos num fim de tarde
onde me deleitei na visão do mimetismo
de um violoncelo
cujas cordas ansiava tocar
em doces notas que haveriam de
ressoar na flor que se entregava
a uma primavera a despontar
o porte doce e cuidadosamente delineado
como se retratando as suaves pinceladas de
um exímio pintor conhecedor da beleza
e perfeição contidos nos mais ínfimos pormenores
da anatomia humana
beleza captada no ar
na música
qual caleidoscópio
e vertida na sensualidade de
um beijo que aflora a carne em chamas
dos meus lábios
Rui Amaral Mendes [Na luz do crepúsculo...]
Sábado, Março 21, 2009
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comentários:
Enviar um comentário