Constituí-me sepulcro aberto
Receptáculo de um amor
Que arquitectamos no
Contínuo do espaço e do tempo...
Nas montanhas dos afectos que diligentemente sulco
Sou homem na busca incessante
Da blandícia de um vale de cristal
Em cuja profundidade anseio perder-me.
Na luz da crepúsculo,
Em que vivo a tua ausência,
Antevejo as abluções nocturnas
Que me conduzem à epifania
De um sentimento maior
Repousando no Éter
Que sobrepuja o mundo absoluto
Das efémeras percepções sensoriais.
Voo no mais íntimo do teu ser
Para me reencontrar
No brilho de um lúzio cor de terra
Que me fita com a bonança
Da leve brisa que aflora a superfície
Do meu cansado corpo
Insuflando as velas do meu contentamento.
Rui Amaral Mendes [Na luz do crepúsculo]
Domingo, Março 01, 2009
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comentários:
Enviar um comentário