não se alimenta dos dias fatigados este vazio
onde soçobro
nem se povoa o desamparo das palavras
quando tombam
nem as gradações da luz
em nós procuram
a febre as obras as razões
esvaziado por fim o coração
é vasta a noite
escura
e dura
o corpo ausente
transportamos o vazio na senda dos teus passos
não é consolo o amor
mas espessura
Luís Soares Barbosa
Sábado, Abril 11, 2009
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