Regresso de fim-de-semana em Guimarães, surpreendido com a cidade que reencontrei.
Recobro forças no recuperado Mosteiro de Santa Marinha da Costa, Prémio Nacional de Arquitectura em 1987: vetusto edifício que inicialmente albergou os cónegos regrantes de Santo Agostinho e mais tarde os monges da Ordem de S. Jerónimo, e que hoje integra a rede das Pousadas de Portugal.
Alegro-me com a constatação de que a urbe vimaranense, contrariamente à minha amada cidade Invicta, não adormeceu à sombra do (merecidíssimo) estatuto de Património Mundial da UNESCO: à requalificação do riquíssimo património histórico e arquitectónico, os responsáveis locais associaram uma impressionante dinamização cultural não apenas do Centro Histórico, mas de outros equipamentos que estabelecem uma simbiose perfeita entre o passado e a dinâmica contemporânea das vivências urbanas, e de que o Centro Cultural de Vila Flor é um exemplo paradigmático. Aí tive o grato prazer de assistir a um concerto intimista do nova-iorquino Mike Doughty, acompanhado por Andrew "Scrap" Livingston no violoncelo:
"Yeah, I’m just a zip code man
I got my house and I’ll stay in if I can, but I
Don’t care to keep my fences
I just want the girl in the blue dress to keep on dancing"
[Mike Doughty - I just want the girl in the blue dress to keep on dancin' ]
Regresso ao Porto, com passagem pelo Mosteiro de Singeverga onde participo na celebração eucarística no Domingo que abre as celebrações da Semana Santa e reflicto sobre as palavras do bom amigo que me revelou as diferentes dimensões dos horizontes da Palavra: "Uma das coisas que mais nos choca nestes dias é o lugar insignificante que a Páscoa ocupa entre nós, reduzida a um folclore superficial e ridículo".
RAM
Domingo, Abril 05, 2009
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comentários:
Enviar um comentário