frio...
patominas estáticas de mimo
em corpo frio e rígido, desprovido
do sangue que dá vida, agora imóvel
em livores discretamente
dispersos pela matéria
que enformou o teu ser
longo sono decretado por morfeu
que tentou despojar-me de ti
intento todavia negado por
rede intrincada de memórias
vivas e para sempre
presentes na minha mente,
onde percorro a intemporal teia
longa e diligentemente
tecida por aracne
e re-vivo cada um dos momentos
que te confirmaram como
um homem aos meus olhos
anuindo a permanência de quem foste
na plenitude das conformações que
compreendem a dimensão incorpórea do ser.
Rui Amaral Mendes [Pleroma]
Quinta-feira, Maio 14, 2009
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